Renata de Paula

Fundadora e Presidente

Flávia Ferreira

Diretora

Até onde o braço alcança

Não é preciso ter nada, não é preciso esperar um momento Z, Y ou Z. De verdade, não é preciso ser algo diferente do que já é! O terceiro setor vem do DNA, é natural olhar para o outro. Depois disso, o ajudar faz parte.

Renata De Paula David

Perdi a conta do número de vezes que ouvi a frase: “eu sempre tive vontade de fazer algo como o que você faz, mas ainda não deu”. Ou então: “quando eu me aposentar, me dedicarei ao voluntariado”. Exponho essas falas aqui, não para criticá-las. Há sinceridade em todas elas. Mas quero usá-las para desmistificar o que é o servir. E assim mostrar que qualquer um pode se engajar, desde que queira.

A minha trajetória no voluntariado começou devagarinho e foi aumentando de maneira tão natural que foi quase imperceptível. Quando me dei conta, tinha fundado um instituto para servir de maneira mais estruturada e alcançar mais gente. Isso foi há oito anos. Desde então, fizemos muita coisa boa, graças à ajuda financeira ou à disposição de estar presente de um número enorme de pessoas. As ajudas vieram em formatos diferentes e nenhuma foi mais importante do que outra: todas elas foram imprescindíveis.

O valor da intenção do servir, não importa a motivação desde que a ajuda chegue na ponta de quem precisa. Cada um de nós pode servir com o que estiver ao seu alcance. Experimente ir com sinceridade até onde o seu braço alcançar, na medida que a disposição em sua alma permitir. Você pode se surpreender com o que vai descobrir.